O Fio Empa, é um fio flexível, com elasticidade e resistente à abrasão, particularmente indicado para fixar os caules aos tutores

























permitindo assim, um melhor desenvolvimento das plantas, pela minimização da acção nefasta dos ventos sobre os ramos desprotegidos.
Permite ainda um crescimento harmonioso da planta, pela condução ordenada da mesma.
Dada a sua elasticidade não provoca ferimentos nem deformação nos ramos, permitindo um normal desenvolvimento da mesma.
Para produzir um vinho não basta apanhar as uvas, esmagá-las e deixar o mosto fermentar. Ao longo do ano, a vinha tem de ser muito bem tratada e é a partir destas operações que depende, essencialmente, a qualidade do vinho.
A concepção de um bom vinho começa no momento de tratamento da vinha, em que a empa é uma operação essencial dado que permite uma regularização da rebentação
A poda






é a operação que consiste no corte de uma parte dos ramos da videira. Os seus objectivos são proporcionar melhores condições de produção e equilíbrio entre a planta e a sua vegetação, caso contrário a videira produz muitos cachos de bagos pequenos e de fraca qualidade. Se a poda se realizar após a vindima, quando a videira não têm folhas, é a poda de Inverno: a videira está em descanso vegetativo e os efeitos da poda na planta destinam-se a preparar a produção do ano seguinte. Se a poda for realizada quando a videira já tem folhas, é designada de poda em verde. Esta poda enfraquece a expansão vegetativa e os recursos da planta são mais dirigidos para os cachos.
A empa







consiste em dobrar e amarrar a vara que resulta da poda a um tutor (geralmente um arame) e normalmente é realizada ao mesmo tempo que a poda, de forma a distribuir a vegetação que se vai desenvolver, contrariando a tendência natural que a videira tem para fazer abrolhar os gomos mais distantes, um fenómeno denominado "dominância apical". Ao dobrar a vara, dificulta-se a passagem da seiva, obrigando ao desenvolvimento dos gomos da base que, de outra forma, não frutificariam.
A videira é um arbusto trepador, tendo necessidade de se apoiar a tutores vivos (árvores) ou mortos, para se poder manter erecta. A operação pela qual se amarram as varas aos tutores chama-se empa.

Se não se empassem as varas, a seiva iria unicamente para os gomos da ponta e os da base e terço médio ficariam sem seiva, portanto permaneceriam dormentes.

A empa tem portanto duas finalidades:
1 - Amarrar a videira ao tutor.
2 - Distribuir a seiva por toda a vara de forma a que todos os gomos sejam igualmente alimentados, impedindo que os da ponta recebam a maior parte da seiva.

A operação de curvar as árvores chama-se gemer. A vara deve gemer-se ao terceiro gomo e deixar-se ir a direito depois. Desta forma a vegetação ficará bem distribuída dando-se um melhor arejamento. Não é recomendável curvar muito a vara, porque depois a vegetação fica muito fechada.


Época e prática da empa

A empa pode fazer-se ao mesmo tempo que a poda, executando o podador esses dois serviços. Há porém vantagem em esperar pela Primavera quando se faz a poda muito cedo, pois nessa altura as varas vergam melhor, sem partirem.

Não se deve fazer, porém, na altura da rebentação, porque nessa ocasião dos rebentos terem uma certa consistência, nessa altura quebram menos.

A empa deve fazer-se com todo o cuidado a fim de evitar que as varas partam.


Três exemplos de tipos de empa










Para quem não está muito identificado com a linguagem do vitivinicultor, empar é "arrumar" a vara no arame e, ou, outra forma de conduzir a videira.
Hoje, a esmagadora maioria das vinhas, são aramadas e a sua condução é um factor a ter em conta, em termos de produção e qualidade da fruta.
Um videira bem podada e empada é meio caminho andado para o sucesso.
Porquê?
A distribuição dos rebentos e vigor vegetativo da planta, condicionam e de que maneira, as doenças da vinha, quer por via do arejamento e, também, pela exposição solar da fruta na altura da maturação.
As plantas respiram e, alimentam-se como seres vivos que são. Assim, "excesso" de peso (muita vegetação concentrada) dificultam o seu viver. Se, a isso, acrescentarmos o efeito das ervas infestantes, estamos a agravar as suas condições de vida..
Nas zonas mais baixas e, onde cai geada, convém fazer a poda o mais tarde possível. Uma poda prematura, acelera o rebentamento e, as geadas queimam se, a zona onde está implantada a vinha é propensa a isso.

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